Manter o motor na temperatura correta é essencial para o carro funcionar bem. Quem faz esse controle é o sistema de arrefecimento, que inclui radiador, mangueiras, válvula termostática, bomba d’água e o reservatório. No centro dessa proteção está o líquido de arrefecimento: uma mistura de água correta + aditivo.
Quando o motorista ignora esse cuidado, o risco mais comum é o superaquecimento. Mas o problema não para por aí: com o tempo, o uso incorreto do líquido pode causar corrosão interna, criar uma “borra” que entope galerias e radiador, e até comprometer o motor e o radiador do ar quente (quando o veículo tem).
Por que não usar só água?
A água sozinha até “esfria”, mas não protege o sistema. Além disso, dependendo do tipo de água, ela traz minerais e impurezas que viram incrustações (tipo calcário), aceleram ferrugem e podem reagir com metais do motor.
👉 Água de torneira é a mais problemática, porque costuma ter sais minerais e cloro.
✅ Quando for completar, o ideal é água desmineralizada (ou deionizada), sempre com o aditivo correto.
O que o aditivo faz de verdade?
O aditivo não é “perfume” nem “corante”. Ele cumpre funções críticas:
- Evita corrosão (protege alumínio, ferro e ligas do motor)
- Lubrifica a bomba d’água
- Eleva o ponto de ebulição (ajuda a não ferver)
- Reduz o ponto de congelamento (mais importante em regiões frias)
- Evita formação de borra e depósitos internos
Sem aditivo, o sistema “envelhece” rápido — e a conta vem em forma de vazamentos, entupimentos e perda de eficiência.